ESCOLA MUNICIPAL EUCLIDES DA SILVEIRA MAIA
Aluno: _____________________________________________ 6º ano – abril 2020
Prof.: Marilea Santana
CONTO: O DONO DA BOLA: RUTH ROCHA
Ruth Rocha
O
nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era a bola de
futebol. Só bola de meia, mas não é a mesma coisa.
Bom mesmo é bola de
couro, como a do Caloca.
Mas, toda vez que
nós íamos jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. E era só o juiz marcar
qualquer falta do Caloca que ele gritava logo:
– Assim eu não jogo
mais! Dá aqui a minha bola!
– Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é
jogo...
–
Espírito esportivo, nada! – berrava Caloca. – E não me chame de Caloca, meu
nome é Carlos Alberto!
E assim, Carlos Alberto
acabava com tudo que era jogo.
A
coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do
nosso bairro. Nós precisávamos treinar com bola de verdade para não estranhar
na hora do jogo.
Mas
os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto estava sempre procurando
encrenca:
– Se o Beto jogar de
centroavante, eu não jogo!
– Se eu não for o
capitão do time, vou embora!
– Se o treino for muito
cedo, eu não trago a bola!
E
quando não se fazia o que ele queria, já sabe, levava a bola embora e adeus,
treino.
Catapimba,
que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:
–
Esta reunião é para resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se
zanga, carrega a bola e acaba com o treino.
Carlos Alberto pulou,
vermelhinho de raiva:
– A bola é minha, eu
carrego quantas vezes eu quiser!
–
Pois é isso mesmo! – disse o Beto, zangado. – É por isso que nós não vamos
ganhar campeonato nenhum!
–
Pois, azar de vocês, eu não jogo mais nessa droga de time, que nem bola tem.
E Caloca saiu pisando
duro, com a bola debaixo do braço.
Aí,
Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. Nós passávamos pela casa dele e
víamos. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que
ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido.
Porque,
depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no
campinho.
– Se vocês me deixarem
jogar, eu empresto a minha bola.
Carlos
Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava caso com ninguém.
E,
quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou gritando:
– Viva o Estrela d’Alva
Futebol Clube!
–
Viva!
– Viva o Catapimba!
– Viva!
– Viva o Carlos Alberto!
– Viva!
Então o Carlos Alberto
gritou:
–
Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!
Ruth
Rocha
Entendendo o conto:
01 – Quem é o protagonista, isto é, o
personagem principal da história?
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02 – Quem narra a história participa dela ou não?
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03 – Carlos Alberto costumava fazer
chantagem e impor condições para emprestar sua bola de couro. Comprove a
afirmação com uma frase retirada do texto
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04 – Qual era a finalidade da reunião
que Catapimba, o secretário do time, resolveu fazer?
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05 – Qual era o nome do time?
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06 – Ao final, o time saiu campeão.
Se Carlos Alberto tivesse continuado com o mesmo comportamento de antes,
você acha que o time sairia vitorioso? Justifique sua
resposta.
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07 – Relacione as ações às reações dos personagens:
(1) O juiz marca falta.
(2) Catapimba fez uma reunião para resolver o problema.
(3) Caloca se arrepende e pede para voltar ao time.
(4) O time conquista a vitória no campeonato.
( ) Caloca retira-se do time,
isolando-se dos colegas.
( ) Todos se abraçam e gritam “viva”.
( ) Caloca grita: “Assim eu não jogo
mais! Dá aqui a minha bola!”
( ) Os colegas recebem Caloca de volta
ao time.
08 – Carlos Alberto apresenta
características diferentes no decorrer dos três momentos da narrativa. Faça a
devida associação:
(1) 1° momento
(2) 2° momento
(3) 3° momento
( )solitário
( ) briguento
( ) cooperativo
( ) egoísta
( ) zangado
( ) arrependido
( ) chantagista
( ) amigável
( ) encrenqueiro.

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